Agressividade pode ser o condutor do relacionamento

Se bem dosada, a quantidade de testosterona, hormônio responsável pela agressividade, pode agir como um verdadeiro condutor dos relacionamentos.
Não é de hoje que o ser humano busca ser feliz e ter estabilidade nas relações. Para alguns especialistas, o sucesso de qualquer relacionamento depende do equilíbrio entre afeto, entendimento e agressividade dos envolvidos.  Segundo o psicólogo clínico especializado em antropologia Mauro Godoy, a quantidade do hormônio testosterona, produzido tanto por homens, como por mulheres, pode ser um verdadeiro termômetro na relação.  Se em excesso ela pode transformar a relação em uma guerra, mas o que muitos não sabem é que a falta dela também pode levar um relacionamento ao fracasso.

“É a testosterona que gera o aumento da libido, ou seja, à vontade e a motivação. Quando uma relação desperta mútua agressividade, pode surgir atração física e uma competição positiva entre um casal. Porém, mal administrada, pode levar a brigas, traições, mágoas e demais diferenças. Por outro lado, a ausência de agressividade, ou seja, da testosterona em ambos, pode gerar um insustentável marasmo”.
Resultado de estudo feito por uma equipe de antropólogos da Universidade de Harvard mostra que a quantidade de testosterona diminui nos homens, quando resolvem se estabelecer afetivamente e começar uma família. Como a produção do hormônio na mulher já é pequena, isto contribui para que haja harmonia na relação. Apesar disso, o psicólogo afirma que a falta do hormônio da agressividade leva a mulher se tornar maternal, ou seja, matrona e o homem um patrono, quer dizer, um paizão, além de diminuir o apetite sexual.

Conclui Mauro Godoy que a harmonia nas relações depende muito do grau de importância que se dá para cada acontecimento. Muitas vezes fazemos “tempestade em um copo d’água”, explica. O mecanismo natural do ser humano é a saturação. As emoções sempre ficam armazenadas e vão acumulando até um dia “explodirem”, virem à tona, como um vulcão. Na Psicologia, este fenômeno é chamado de adolescência e acontece, normalmente, por volta dos 13, 28 e também 50 anos. Isto gera mudanças nas pessoas, como cobras mudando suas cascas. Nos relacionamentos acontece o mesmo, os sentimentos vão sendo reprimidos até adolescerem. Se a relação sobreviver, os envolvidos deixarão de serem infantis, para serem adultos e maduros.

Mauro Godoy

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