ESCOLHENDO BRINQUEDOS PARA CRIANÇAS

BrinquedosUrsos de pelúcia, bonecas e bichinhos, são brinquedos de afeto. Armas, artigos esportivos e jogos, estimulam a competição e a bola, em todas as idades, promove uma reação tão excitante que outros brinquedos sofisticados ficariam morrendo de inveja.

Em seu livro Homo Ludens, o historiador holandês Johan Huizinga (1872-1945) chega a dizer que brincar faz parte não apenas da infância, mas de todas as situações da vida de uma pessoa e está na base do surgimento e do desenvolvimento da civilização humana.

É brincando que a criança desenvolve características como a criatividade, a inteligência, a concentração, a afetividade e a capacidade de resolver problemas. Também aprende a lidar com o respeito às regras e compartilhar, como nos jogos coletivos.

Os brinquedos ajudam no desenvolvimento da linguagem corporal, escrita e oral, como também ajudam a ampliar o vocabulário. É por meio das brincadeiras que as crianças elaboram vivências, põem em prática o que aprendem e desenvolvem formas de lidar com situações que mais tarde vão se deparar na vida adulta.

Ao comprar um brinquedo para uma criança, é importante ter em mente fatores básicos e fundamentais: Diferente da idéia que uma criança que só brinca com jogos inteligentes vai se tornar um gênio mais tarde, é provado que a diversificação dos brinquedos promove muito mais inteligência e que a repetição de atividades leva à compulsão, ou seja, ao vício. Portanto, é muito importante que os pais saibam disso e mantenham desde cedo uma variação de interesses ao filho.

É comum aos pais simplesmente proibirem o uso de um brinquedo por considerarem maléfico à educação das crianças. Proibir nunca é a melhor saída porque pode aguçar a vontade de ter. A saída é permitir controlando os horários. Com isso, o videogame será apenas mais uma das inúmeras atividades da criança.

Bonecas como a Barbie, que supostamente estimulam o consumismo e a futilidade, podem causar uma conseqüência muito pior: A frustração por não ter tido ou até um complexo de inferioridade perante as outras meninas que têm. A Barbie não é uma boneca comum, que a menina usa para desenvolver o instinto materno. Ela serve de “objeto de projeção”, quer dizer, uma jovem já crescida desempenhando atividades que a criança sonha participar. Na Psicologia, isto se chama Ludoterapia, uma forma prática de observar os sonhos, as emoções e desejos da criança. Além disso, estimula e desbloqueia o processo afetivo, o amor, que tem um princípio muito parecido em termos de transferência de sentimentos.

No caso dos revólveres de mentirinha, os educadores geralmente concordam que o uso não deve ser estimulado. Mas uma criança com excesso de agressividade contida vai buscar construir uma arma de qualquer maneira. Neste caso, artes marciais ou esportes de ação podem transformar o problema em solução.

Outra coisa importante é a compreensão da diferença entre necessidade e vontade. O prazer do dever cumprido é a satisfação da necessidade (coisa de adulto) e a realização da vontade é a felicidade. Por isso, se alguém quer ver uma criança feliz com um presente, saiba qual é a vontade dela, ou seja, deixe que ela escolha. Se achar que o produto não é adequado, tente mostrar o por quê. Por exemplo, se for um objeto frágil, que vai quebrar logo, explique isso à criança. Se estiver fora do orçamento, você pode fazer acordos. Por exemplo, falar que tem apenas cinqüenta reais para comprar um brinquedo naquele mês. Se o escolhido for o dobro do preço, fica combinado que ele valerá para o próximo evento.

A curiosidade é uma marca registrada da criança. Sempre que possível, faça o teste na loja. Deixe a criança brincar por alguns minutos, se o interesse pelo brinquedo for apenas curioso, ela poderá desistir antes da compra.

Cada geração carrega na memória lembranças dos “brinquedos da época”, que se tornam símbolos, ícones de acesso a emoções do passado. Um brinquedo importante para uma criança pode ser muito mais do que um objeto de consumo.

A verdadeira linguagem da criança é a mímica. Quanto menor a idade, menor o vocabulário e o domínio do idioma, por isso a criança tem dificuldade para entender o que o adulto fala, mas repete tudo o que ele faz. Neste caso, o brinquedo torna-se um instrumento para a criança se expressar. É uma forma de transmitir o que está acontecendo em seu mundo interior, conhecida como lúdica, ou seja, projetando nos brinquedos e nas brincadeiras o seu verdadeiro caráter.

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